Publicado por: China Trade Center | 18/04/2011

Embraer desempenha papel importante na exportação brasileira à China, diz especialista chinês

A Embraer vem desempenhando um papel significativo na exportação brasileira à China, uma vez que o governo de Dilma Rousseff (PT) busca vender ao país asiático mais produtos de alto valor agregado, disse nesta sexta-feira em Beijing o especialista chinês em assuntos do Brasil, Zhou Zhiwei.

Zhou fez o comentário depois de a Embraer ter assinado contratos de compra de aviões com empresas chinesas durante a visita da presidente brasileira.

“Mais de 80% das exportações do Brasil à China são de produtos básicos como cereais, soja, petróleo e minério de ferro, porém esta proporção é 50% no comércio do Brasil com outros países”, indicou Zhou, secretário-geral do Centro de Pesquisa Brasileira do Instituto da América Latina (ILAS) em Beijing, acrescentando que a presidente Rousseff espera que seu país possa aumentar as exportações de produtos de alto valor agregado à China, e considera o papel da Embraer de grande importância nesta estratégia.

“Tal importância serviu de forte apoio ao desenvolvimento da companhia brasileira na China”, assinalou Zhou, destacando que o desenvolvimento da Embraer na China era fácil e saudável em comparação com outros fabricantes de aeronaves estrangeiras.

Além das encomendas de jatos de médio porte, a empresa também assinou um acordo de cooperação com a companhia estatal Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC), que lhe permite montar jatos executivos Legacy 600 e Legacy 650 na China, o mercado considerado pelos gigantes de aviões com o ritmo de crescimento mais rápido em serviços de jato executivo.

Por outro lado, a empresa enfrenta algumas dificuldades no mercado chinês, o maior deles é que as empresas áreas chinesas preferem aviões grandes para reduzir o preço das passagens, a fim de atrair mais passageiros.

Mesmo assim, a companhia brasileira mostrou confiança no mercado chinês. Em sua pesquisa sobre o mercado chinês de jatos de médio porte para os próximos vinte anos, a Embraer previu um aumento de 950 unidades no número de jatos de médio porte, com um crescimento anual médio de 48 unidades. Em comparação com seu principal concorrente no país, a Bombardier, a empresa brasileira mostrou uma maior confiança, com a estimativa de 2.064 unidades até 2028.

Fonte: Agência Xinhua (portuguese.cri.cn)

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